Hoje eu gostaria de falar um pouco do transtorno de ansiedade e o que isso acarreta em nossa vida. Não sou muito de me expor virtualmente - apesar dos inúmeros posts diários em facebook/twitter/instagram, é tudo bem superficial e a minha vida pessoal mesmo é bem guardada. Acredito que tudo tem limites e eu prefiro preservar algumas coisas. Mas quero abrir alguns tópicos para discussão.
Há alguns anos descobri que a minha insônia vinha da ansiedade. E que essa mesma ansiedade gerou alguns (poucos, graças a Deus) ataques de pânico. Tive que recorrer a médicos e tomar ansiolíticos - que ajudaram bastante. Além do companheirismo de uma amiga de infância que passou pela exata situação na mesma época. É sempre bom a gente ter com quem conversar a respeito e ver os pontos em comum. E claro, os contras - às vezes você passa a enxergar algumas situações de outra forma por conta do olhar de outra pessoa. E bom, isso é basicamente a definição de uma terapia.
Não, galera. Insônia não é frescura. Ansiedade não é frescura. Depressão não é frescura.
Por muito tempo em minha vida, tive plena certeza de que o estado depressivo era pura força da mente - se eu realmente quisesse, sairia daquilo de alguma forma. Eu só não sabia que quando chegasse a hora fosse tão mais complicado. Me surpreende muito estudantes da área de saúde física e mental julgar o psicológico de alguém sem saber a real situação que o ser humano está vivendo dentro dele.
É muito, aliás, extremamente! fácil mascarar sentimentos. Como eu sempre disse e vou repetir para o resto da minha vida, existe uma grande diferença entre ser alegre e feliz. Alegre eu sou diariamente, dou risada se uma lagartixa peidar (sem brincadeira). Ser feliz é um pouco mais complicado.
Então eu peço que reflitam sobre o assunto, e antes que julguem a situação de alguém, tentem calçar os sapatos alheios e ver se não te apertam também. E se você convive diretamente com alguém que passa por isso, cara, não brinca com isso não. É coisa séria, bem séria. Já tirou e tira milhares de vida diariamente no mundo inteiro. É uma luta constante e diária - e de frescura passa longe. Bem longe.
E peço também para que reconsiderem caso alguém te aconselhar a procurar ajuda. Nós, que brigamos tanto conosco por dentro, morremos de medo de pedir ajuda - mesmo sabendo que essa é a porta de entrada para a solução de nossos problemas.
Pedir ajuda requer coragem, ser vulnerável então nem se fala. Mas enquanto nos escondermos dentro de sentimentos ruins cobertos por falsas felicidades, é como se a sujeira estivesse indo para debaixo do tapete.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
uma carta de amor, uma auto análise e uma caipirinha
Queria ter algo bonito pra dizer. Isso não é difícil, sou fácil com
palavras. Não sou boa em muita coisa, mas com palavra sim. E dizem que
eu danço bem também. Fora isso, nada mais me apetece. Nada mais me
engrandece, me fortalece, me mantém sentindo o sangue correndo nas
veias. Sem palavras não sou nada, principalmente se elas não são ditas
pra alguém ler. Confesso também que gosto de plateia. Tenho uma veia
meio-atriz-meio-comediante em mim. Já me disseram que é uma tal de
insegurança. Alguém conhece? Nunca ouvi falar.
E é lógico que minha última frase é uma delícia duma mentira, se tem uma coisa que não sei fazer nessa vida é mentir. Se você me perguntar, terá a resposta. E creio que, em 90% das vezes, minhas respostas são genuinamente espontâneas; sem intenção de machucar ou ofender ninguém. Me questiono diariamente se isso me faz uma má pessoa. E sempre termino com um velho clichê: pois eu prefiro a verdade crua do que uma meia-mentira mal passada.
Insegurança é um dos meus piores defeitos e isso talvez justifique minha vontade em ser atriz. Fingir ser outra pessoa, fazer a galera ao redor rir - tem coisa melhor? Fugir de si mesma. A grande contradição é que para esse tipo de carreira/hobby é necessária uma segurança absurda em si mesma. Vai entender. A vida é um eterno looping de opostos que se atraem e só sobrevivem se juntos.
Repeti infinitas vezes essa semana que o meu maior problema não é conseguir o que quero, mas sim, manter. Manter um relacionamento (não limitado a amorosos - mas qualquer tipo de relação que seja familiar, amigável, enfim), manter um emprego, manter uma rotina, manter disciplina. Medo? Incapacidade? Meus caralhos, é a merda da insegurança.
Mas não comecei esse texto com essa intenção. Engraçado como depois de um certo tempo sem escrever para mim mesma, me transbordo em pensamentos aleatórios que nada tem a ver um com outro... nesse exato momento, por exemplo, estou pensando no mês de março e no meu salto de paraquedas. Pirando, na verdade.
A real é que entre 2012 e 2014 tantas coisas aconteceram que mal posso contar em tópicos. Eu deveria na verdade montar slides em ppt com imagens ilustrativas - certo que seria um hit de sucesso nos memes virtuais. Claramente foram os anos mais pirados e bem vividos da minha vida. Cheios de autoconhecimento, amigos (alguns ficaram, outros foram - graças a Deus mantive os bons), bebedeiras, danças, erros e acertos. Desgarrei de um amor, me apaixonei de novo, bati a cara na parede mais uma vez. Continuei apaixonada, me conformei, fiz inúmeras (ok, hipérbole é meu forte) loucuras, descontei na caipirinha e no banheiro do Fidel. Ah Fidel, hoje eu passei na frente do bar e o balcão estava destruído. Me cortou o coração ver aquele lugar fechando... tantas memórias, tantas vidas num cantinho vermelho com um shot de cachaça (porque tequila é pra coxinha). Mal dá pra acreditar que meu livro de histórias nessa esquina congelante (porra véio, fumar um cigarro no inverno ali era impossível!) acabou. Tantos amores, desamores, discussões, danças, risadas, histórias mal contadas, amizades feitas e desfeitas, cantorias, futebol no sofá de domingo com pão de alho que mal dá pra acreditar.
Tá vendo? Já troquei as ideias por conta do fechamento do meu boteco preferido que rolou essa semana e eu mal pude me despedir. Não gosto dessa coisa sem fim, sabe? Gosto de despedidas. Não tive. Me resta lembrar tudo que vivi ali dentro e como fui feliz falando merda atrás de merda numa calçada fedida, cheia de baratas - mas também coberta de momentos bons que ficarão pra sempre na memória. Momentos tristes também, mas esses fiz questão de dar descarga junto com a vodca.
Reviravoltas, sonhos destruídos, amizades maravilhosas, encontro de almas e descobertas de que a vida pode ser leve. Aliás, não só pode como deve. Tudo isso em uma esquina que venta mais que a Irlanda inteira, cigarrinhos e cervejas compartilhadas, milhões de fotos pra guardar - obrigada tecnologia.
Esse post era para ser uma carta de amor. Virou uma auto-análise e acabou com um desabafo sobre o bar do Fidel e da Alê.
Tudo isso pra dizer, já que faz quase um ano que não atualizo esse meu cantinho, que 2014 foi do caralho. Perdemos Jair, Robin, Wilker, Márquez, Joan Rivers, e agora Joe Cocker. Mas não perdemos a fé de que podemos marcar a vida de alguém; assim como todos estes citados marcaram a de montes.
2014 foi cheio - cheio de tristeza, frustração, pânico, desespero. Mas também cheio de amor, risadas (se eu tenho outro dom nessa vida é dar risada - GRAÇAS A DEUS!), conquistas e vontade de saltar nesse mundão afora sem medo de ser feliz.
Então eu agradeço por todos que fizeram do meu ano mais feliz, mais alegre - e até quem o fez mais triste também. Quem subestima a tristeza nunca vai entender de fato o que é a felicidade.
E a você, meu bem. Por terminar meu ano me fazendo tão bem quanto eu nunca achei que merecia. You know who you are.
Eu, minha caipirinha, a esquina friorenta. E a saudade que ficou.
E é lógico que minha última frase é uma delícia duma mentira, se tem uma coisa que não sei fazer nessa vida é mentir. Se você me perguntar, terá a resposta. E creio que, em 90% das vezes, minhas respostas são genuinamente espontâneas; sem intenção de machucar ou ofender ninguém. Me questiono diariamente se isso me faz uma má pessoa. E sempre termino com um velho clichê: pois eu prefiro a verdade crua do que uma meia-mentira mal passada.
Insegurança é um dos meus piores defeitos e isso talvez justifique minha vontade em ser atriz. Fingir ser outra pessoa, fazer a galera ao redor rir - tem coisa melhor? Fugir de si mesma. A grande contradição é que para esse tipo de carreira/hobby é necessária uma segurança absurda em si mesma. Vai entender. A vida é um eterno looping de opostos que se atraem e só sobrevivem se juntos.
Repeti infinitas vezes essa semana que o meu maior problema não é conseguir o que quero, mas sim, manter. Manter um relacionamento (não limitado a amorosos - mas qualquer tipo de relação que seja familiar, amigável, enfim), manter um emprego, manter uma rotina, manter disciplina. Medo? Incapacidade? Meus caralhos, é a merda da insegurança.
Mas não comecei esse texto com essa intenção. Engraçado como depois de um certo tempo sem escrever para mim mesma, me transbordo em pensamentos aleatórios que nada tem a ver um com outro... nesse exato momento, por exemplo, estou pensando no mês de março e no meu salto de paraquedas. Pirando, na verdade.
A real é que entre 2012 e 2014 tantas coisas aconteceram que mal posso contar em tópicos. Eu deveria na verdade montar slides em ppt com imagens ilustrativas - certo que seria um hit de sucesso nos memes virtuais. Claramente foram os anos mais pirados e bem vividos da minha vida. Cheios de autoconhecimento, amigos (alguns ficaram, outros foram - graças a Deus mantive os bons), bebedeiras, danças, erros e acertos. Desgarrei de um amor, me apaixonei de novo, bati a cara na parede mais uma vez. Continuei apaixonada, me conformei, fiz inúmeras (ok, hipérbole é meu forte) loucuras, descontei na caipirinha e no banheiro do Fidel. Ah Fidel, hoje eu passei na frente do bar e o balcão estava destruído. Me cortou o coração ver aquele lugar fechando... tantas memórias, tantas vidas num cantinho vermelho com um shot de cachaça (porque tequila é pra coxinha). Mal dá pra acreditar que meu livro de histórias nessa esquina congelante (porra véio, fumar um cigarro no inverno ali era impossível!) acabou. Tantos amores, desamores, discussões, danças, risadas, histórias mal contadas, amizades feitas e desfeitas, cantorias, futebol no sofá de domingo com pão de alho que mal dá pra acreditar.
Tá vendo? Já troquei as ideias por conta do fechamento do meu boteco preferido que rolou essa semana e eu mal pude me despedir. Não gosto dessa coisa sem fim, sabe? Gosto de despedidas. Não tive. Me resta lembrar tudo que vivi ali dentro e como fui feliz falando merda atrás de merda numa calçada fedida, cheia de baratas - mas também coberta de momentos bons que ficarão pra sempre na memória. Momentos tristes também, mas esses fiz questão de dar descarga junto com a vodca.
Reviravoltas, sonhos destruídos, amizades maravilhosas, encontro de almas e descobertas de que a vida pode ser leve. Aliás, não só pode como deve. Tudo isso em uma esquina que venta mais que a Irlanda inteira, cigarrinhos e cervejas compartilhadas, milhões de fotos pra guardar - obrigada tecnologia.
Esse post era para ser uma carta de amor. Virou uma auto-análise e acabou com um desabafo sobre o bar do Fidel e da Alê.
Tudo isso pra dizer, já que faz quase um ano que não atualizo esse meu cantinho, que 2014 foi do caralho. Perdemos Jair, Robin, Wilker, Márquez, Joan Rivers, e agora Joe Cocker. Mas não perdemos a fé de que podemos marcar a vida de alguém; assim como todos estes citados marcaram a de montes.
2014 foi cheio - cheio de tristeza, frustração, pânico, desespero. Mas também cheio de amor, risadas (se eu tenho outro dom nessa vida é dar risada - GRAÇAS A DEUS!), conquistas e vontade de saltar nesse mundão afora sem medo de ser feliz.
Então eu agradeço por todos que fizeram do meu ano mais feliz, mais alegre - e até quem o fez mais triste também. Quem subestima a tristeza nunca vai entender de fato o que é a felicidade.
E a você, meu bem. Por terminar meu ano me fazendo tão bem quanto eu nunca achei que merecia. You know who you are.
Eu, minha caipirinha, a esquina friorenta. E a saudade que ficou.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
A porta de vidro
Me apaixonei de novo. Você sabe, me
conhece, não me importo com riscos. Não tenho medo de bater a cara
naquela porta transparente de vidro - sempre em alguma reforma ou em
algum prédio onde o arquiteto acha genial colocar um troço que quebra
pra ninguém ver quando passar - pra testa ficar roxa por um mês. Porque é
mais ou menos isso mesmo: as coisas acontecem e a gente não vê.
Lutamos contra, negamos até dizer chega. E quando vemos... já estamos no chão vendo estrelas e um monte de gente ao redor rindo da nossa cara porque vixi, a moça não viu a porta de vidro.
O amor é uma porta de vidro - você não vê nem de longe nem de perto, só percebe sua presença quando se joga com tudo naquela pressa pro compromisso que você tem e aí quando percebe já está trupicado no chão com geral olhando pra sua cara vermelha e pro galo na sua testa.
E como eu já disse anteriormente: amar é pros fortes. E diante
de tantos e infinitos defeitos que tenho; dessa virtude (se é que posso
chamar de virtude, coragem, benção ou até azar) eu me orgulho! Não
deixo de viver um segundo porque eu acho uma puta de uma besteira nêgo
viver em negação e não aproveitar um momento completamente por medo de
se cortar todo. Lutamos contra, negamos até dizer chega. E quando vemos... já estamos no chão vendo estrelas e um monte de gente ao redor rindo da nossa cara porque vixi, a moça não viu a porta de vidro.
O amor é uma porta de vidro - você não vê nem de longe nem de perto, só percebe sua presença quando se joga com tudo naquela pressa pro compromisso que você tem e aí quando percebe já está trupicado no chão com geral olhando pra sua cara vermelha e pro galo na sua testa.
Veja bem o teor do assunto, isso não está generalizado e eu não estou falando pra você ir pro meio da floresta acariciar um urso, ok?!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
A cartomante (e a jukebox)
Fui numa cartomante. Isso me lembra a música de Elis - que, se não me engano, é composição do Ivan Lins. Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o reu de paus, cai não fica nada. Caiu o rei de espadas e verdade seja dita - não ficou nada.
Me perguntou qual era o homem da minha vida. Disse meu pai, claro. No geral, é sempre ele - até acharmos aquele quase impossível em pleno século XXI amor pra toda vida que dizem não existir em São Paulo (esse foi o Crioulo?).
Jamais imaginei ser você, carta virada em minha vida, depois de tantos dias que já viraram anos (quem de nós dois diria, não é mesmo?). Nem de pau e muito menos ainda de ouro. É de espada. Só um punhal pra explicar a dor sentida na hora que o baralho disse que era você, o homem da minha vida. A figura masculina mais importante de toda a minha existência. Se é certo ou não, só é Deus quem sabe. Mas meu coração insistiu em pular e as lágrimas insistiram tanto - teimosas iguais a dona dos olhos - que caíram.
Acabei de ler um texto sobre o porquê de haver amores que nunca se vão. Confesso que queria a resposta em algum tipo de pílula, livro, poção mágica; o que vier tá valendo. A escrita não me ajudou e muito menos minhas caraminholas ao pensar no assunto. Só sei dizer que, citando o Rei Roberto, você foi o maior dos meus casos, o melhor dos meus erros e das lembranças que carrego na vida: a saudade que eu gosto de ter.
Voltando lá pro Ivan (Elis, Ivan, Crioulo, Roberto Carlos... dentro de mim tem uma jukebox e ela anda sozinha sem pedir permissão pra passar)... eu acho que já estava escrito e já estava previsto. Por todas as videntes e cartomantes.
Inclusive o fato de cair e não ficar nada.
Se eu devo esquecer de tentar te esquecer? Talvez.
Talvez existam lutas na vida que sejam em vão. Nós só nos acostumamos àquela dorzinha no fim do dia, que vai ficando cada vez menos intensa, miúdinha, quase insignificante. Mas está sempre ali e quando menos esperamos ela aparece pra nos lembrar: você está se enganando, meu bem. Isso aí é autoproteção, é ego, é medo.
E eu me pergunto: medo de me permitir viver outros amores? Medo de te perder de vez (mesmo sabendo que nunca o tive)? Medo de não ser amada como fui em seus braços? Talvez.
Conjecturas. Diante de tantas situações hipotéticas, tento ter paciência.
E acreditar que Deus está comigo. E conosco, até o pescoço.
Me perguntou qual era o homem da minha vida. Disse meu pai, claro. No geral, é sempre ele - até acharmos aquele quase impossível em pleno século XXI amor pra toda vida que dizem não existir em São Paulo (esse foi o Crioulo?).
Jamais imaginei ser você, carta virada em minha vida, depois de tantos dias que já viraram anos (quem de nós dois diria, não é mesmo?). Nem de pau e muito menos ainda de ouro. É de espada. Só um punhal pra explicar a dor sentida na hora que o baralho disse que era você, o homem da minha vida. A figura masculina mais importante de toda a minha existência. Se é certo ou não, só é Deus quem sabe. Mas meu coração insistiu em pular e as lágrimas insistiram tanto - teimosas iguais a dona dos olhos - que caíram.
Acabei de ler um texto sobre o porquê de haver amores que nunca se vão. Confesso que queria a resposta em algum tipo de pílula, livro, poção mágica; o que vier tá valendo. A escrita não me ajudou e muito menos minhas caraminholas ao pensar no assunto. Só sei dizer que, citando o Rei Roberto, você foi o maior dos meus casos, o melhor dos meus erros e das lembranças que carrego na vida: a saudade que eu gosto de ter.
Voltando lá pro Ivan (Elis, Ivan, Crioulo, Roberto Carlos... dentro de mim tem uma jukebox e ela anda sozinha sem pedir permissão pra passar)... eu acho que já estava escrito e já estava previsto. Por todas as videntes e cartomantes.
Inclusive o fato de cair e não ficar nada.
Se eu devo esquecer de tentar te esquecer? Talvez.
Talvez existam lutas na vida que sejam em vão. Nós só nos acostumamos àquela dorzinha no fim do dia, que vai ficando cada vez menos intensa, miúdinha, quase insignificante. Mas está sempre ali e quando menos esperamos ela aparece pra nos lembrar: você está se enganando, meu bem. Isso aí é autoproteção, é ego, é medo.
E eu me pergunto: medo de me permitir viver outros amores? Medo de te perder de vez (mesmo sabendo que nunca o tive)? Medo de não ser amada como fui em seus braços? Talvez.
Conjecturas. Diante de tantas situações hipotéticas, tento ter paciência.
E acreditar que Deus está comigo. E conosco, até o pescoço.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A song for Sharon
So yes,
this post will be, again, about Sharon Corr (and the Corrs).
But first, push play here.
As you all know, Brazilians fans of the Corrs had a blast last year. As I wrote on other posts, Sharon was so special and kind to us, we couldn’t believe. Since we first found out that she was coming to a gig, we were as happy as we could be. During her stay in Brazil, Dani Max (Dani Figueiredo) had this idea to make a documentary about how The Corrs changed our lives. We made friends, we made music, we made a whole different scenario for our lives – and that’s because their music inspired us. Take a look at the video:
I’m a lucky gal who has amazing friends. They are all excellent musicians and after everything Sharon has done for us in a period of sixty days, she inspired them to compose an original song, not only for the documentary, but for the amazing person she is.
First of all, we don’t live in the same city. Some are from Minas Gerais, others from São Paulo and Rio de Janeiro. We were together for the shows in October – and just a few hours before her last gig in Brazil, the boys wrote the music. After that, we had some online brainstormings and just two days to get together in a studio to make the harmonies, arrangements, etc. I don’t play anything, as mentioned before. Maybe a couple of tunes on tin whistle, but that’s it. And I was/am SO honored to be in this project! To have such wonderful people encouraging me to keep going and do my best. I was able to give opinions, to see the song being born, being created, growing… and that’s an unique feeling! I don’t have any words to describe my gratitude to all of you.
Rique, Dani, Ivo and Rafa: you guys did an amazing job with everything. Your talent is immeasurable and I can’t stop talking about you four and how proud I am of each of you.
Together with the boys; Ana, Vivian, Graciele, Dani and me put the music together during an evening so we could record the day after. Sounds crazy, but that was it! That inspiration was phenomenal, and I honestly do not have any word to describe this feeling we all have inside of us.
Like Daniel said it earlier today – it’s not only about Sharon’s or Corrs’ inspiration to us. It’s about friendship, it’s about knowing what the other one is feeling by the look in their eyes. And like Sharon said herself, we can never ignore something like that in life. It’s too precious.
The documentary shows exactly how we feel about this whole journey that has been going on since the early 90’s: it’s not about fanaticism. It’s all about inspiration, admiration, gratitude, love. How a melody can talk directly to our hearts and make a life worth living. Music pushes us forward. Music makes us believe in a better place. When we are there, we are most definitely not in this world. It’s a completely different scenario with completely different realities. A reality we wish to be true everyday – which is peace among each other’s, honesty in what we do and mostly love for what we are blessed to have in life.
Now I’m gonna tell ya’ll a short story. My story.
I had this whole life planned for 2013. I was finally fulfilling a longtime dream to live abroad. Not exactly where I wanted (Europe - I was going to the USA), but it was one of my goals in life while I’m in my mid-twenties. It all seemed to be perfect – the place, the people, the trips I was dreaming to do… but it all went wrong. No need for details, but what it was supposed to last a year, lasted only a month. I got back to Brazil with no hope. And I tried my best to make every day count – even if I wasn’t feeling good. And I did.
This specific dream was not complete. But I have to admit… Life/destiny/God/name-whatever-you-prefer-here is tricky. And it’s fair and lovely. I was lucky enough to not only fulfill one dream, but a lot of them. I got to meet one of my inspirational artist face to face, I got to record a song with amazing friends, I got to see the gig I always wanted in life. Not to mention the interview that Sharon kindly gave it to us after her last show – Max, I’ll never be able to thank you enough for letting me be there with you. I could never in my life imagine a moment like that and it was… It’s almost unreal.
But most importantly: I got a chance to be closer to amazing friends.
My dear O’Family, you have no idea what you guys did for me. You all are beautiful people with gigantic hearts and that is all about life. Having people to hold your hand, making you believe you can do anything you want – you just have to be passionate about it. You taught me that in the most beautiful way, and woke me up to a life I've always wanted, but never thought I was good enough for it. You guys became my inspiration to keep going with life – even when I don’t want to get out of bed.
Thank you for showing me the path to happiness.
To truly believe that life, as the Corrs once said it in a song, is borrowed heaven, and we’ll have to give it back someday. And while we are here… breath like everyday is our last.
Thank you.
But first, push play here.
As you all know, Brazilians fans of the Corrs had a blast last year. As I wrote on other posts, Sharon was so special and kind to us, we couldn’t believe. Since we first found out that she was coming to a gig, we were as happy as we could be. During her stay in Brazil, Dani Max (Dani Figueiredo) had this idea to make a documentary about how The Corrs changed our lives. We made friends, we made music, we made a whole different scenario for our lives – and that’s because their music inspired us. Take a look at the video:
I’m a lucky gal who has amazing friends. They are all excellent musicians and after everything Sharon has done for us in a period of sixty days, she inspired them to compose an original song, not only for the documentary, but for the amazing person she is.
First of all, we don’t live in the same city. Some are from Minas Gerais, others from São Paulo and Rio de Janeiro. We were together for the shows in October – and just a few hours before her last gig in Brazil, the boys wrote the music. After that, we had some online brainstormings and just two days to get together in a studio to make the harmonies, arrangements, etc. I don’t play anything, as mentioned before. Maybe a couple of tunes on tin whistle, but that’s it. And I was/am SO honored to be in this project! To have such wonderful people encouraging me to keep going and do my best. I was able to give opinions, to see the song being born, being created, growing… and that’s an unique feeling! I don’t have any words to describe my gratitude to all of you.
Rique, Dani, Ivo and Rafa: you guys did an amazing job with everything. Your talent is immeasurable and I can’t stop talking about you four and how proud I am of each of you.
Together with the boys; Ana, Vivian, Graciele, Dani and me put the music together during an evening so we could record the day after. Sounds crazy, but that was it! That inspiration was phenomenal, and I honestly do not have any word to describe this feeling we all have inside of us.
Like Daniel said it earlier today – it’s not only about Sharon’s or Corrs’ inspiration to us. It’s about friendship, it’s about knowing what the other one is feeling by the look in their eyes. And like Sharon said herself, we can never ignore something like that in life. It’s too precious.
The documentary shows exactly how we feel about this whole journey that has been going on since the early 90’s: it’s not about fanaticism. It’s all about inspiration, admiration, gratitude, love. How a melody can talk directly to our hearts and make a life worth living. Music pushes us forward. Music makes us believe in a better place. When we are there, we are most definitely not in this world. It’s a completely different scenario with completely different realities. A reality we wish to be true everyday – which is peace among each other’s, honesty in what we do and mostly love for what we are blessed to have in life.
Now I’m gonna tell ya’ll a short story. My story.
I had this whole life planned for 2013. I was finally fulfilling a longtime dream to live abroad. Not exactly where I wanted (Europe - I was going to the USA), but it was one of my goals in life while I’m in my mid-twenties. It all seemed to be perfect – the place, the people, the trips I was dreaming to do… but it all went wrong. No need for details, but what it was supposed to last a year, lasted only a month. I got back to Brazil with no hope. And I tried my best to make every day count – even if I wasn’t feeling good. And I did.
This specific dream was not complete. But I have to admit… Life/destiny/God/name-whatever-you-prefer-here is tricky. And it’s fair and lovely. I was lucky enough to not only fulfill one dream, but a lot of them. I got to meet one of my inspirational artist face to face, I got to record a song with amazing friends, I got to see the gig I always wanted in life. Not to mention the interview that Sharon kindly gave it to us after her last show – Max, I’ll never be able to thank you enough for letting me be there with you. I could never in my life imagine a moment like that and it was… It’s almost unreal.
But most importantly: I got a chance to be closer to amazing friends.
My dear O’Family, you have no idea what you guys did for me. You all are beautiful people with gigantic hearts and that is all about life. Having people to hold your hand, making you believe you can do anything you want – you just have to be passionate about it. You taught me that in the most beautiful way, and woke me up to a life I've always wanted, but never thought I was good enough for it. You guys became my inspiration to keep going with life – even when I don’t want to get out of bed.
Thank you for showing me the path to happiness.
To truly believe that life, as the Corrs once said it in a song, is borrowed heaven, and we’ll have to give it back someday. And while we are here… breath like everyday is our last.
Thank you.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
destemida
Eu não tenho medo de abismos. São eles que fazem os picos mais altos dessa curta passagem que chamamos de vida.
Eu não tenho medo do escuro. São as sombras que fazem a surpresa - na maioria das vezes deliciosa - que temos ao acender a luz.
Eu não tenho medo do desconhecido. É sempre em um novo livro que desmascaramos os pontos de interrogação - os quais muitas vezes nós nem sabemos que existem.
Eu não tenho medo de gente. Os seres humanos são misteriosamente surpreendentes.
Eu não tenho medo do inédito. É moradia da sabedoria.
Eu não tenho medo de riscos. Os aprendizados precisam sair de algum lugar.
Eu não tenho medo de cicatrizes. São elas que nos fazem mais fortes e contam uma bela história no final.
Eu não tenho medo do escuro. São as sombras que fazem a surpresa - na maioria das vezes deliciosa - que temos ao acender a luz.
Eu não tenho medo do desconhecido. É sempre em um novo livro que desmascaramos os pontos de interrogação - os quais muitas vezes nós nem sabemos que existem.
Eu não tenho medo de gente. Os seres humanos são misteriosamente surpreendentes.
Eu não tenho medo do inédito. É moradia da sabedoria.
Eu não tenho medo de riscos. Os aprendizados precisam sair de algum lugar.
Eu não tenho medo de cicatrizes. São elas que nos fazem mais fortes e contam uma bela história no final.
Eu não tenho medo. E isso às vezes amedronta as pessoas.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
tohavefaith
Eu tenho um defeito muito grande que é, ao escrever, misturar muitos
assuntos e não me estender de fato em algum deles. Estou tentando ser
mais calma; e confesso que apesar de todos os pontos negativos do meu atual emprego, ele me deu um pouco mais de paciência e tranquilidade ao pensar/transmitir/focar/planejar. Então, vamo lá.
Nas minhas viagens diárias pelo mundo virtual, encontrei o Doutores da Alegria. Acredito que eu nem precise explicar o que seja, já que eles são bastante conhecidos pelo mundo inteiro. Mas, na própria definição do site: "Os Doutores da Alegria são palhaços que fazem de conta que são médicos para crianças que fazem de conta que acreditam." Porém, não estou aqui para falar deles, e sim dos doentes, não importa se foram atendidos pelos palhaços ou não. No site, existe uma parte de depoimentos de pacientes, divididos por temas. Eu fui direto no 'morte' - que relata a experiência daqueles que quaase foram para o outro lado - e 'religiosidades' - que conta como a religião ajudou no processo da doença e tratamento. Sempre achei esses dois tópicos estranhamente (ou obviamente? depende da mente) ligados. Depois de muito ler e pensar, separei esses dois para citar aqui:
Nome: Beatriz
Memória: Sempre existiu essa fantasia, quem entra em coma, volta, fala o que fez, a passagem toda, não sei o que, vê luz, encontrou não sei o quê. Eu não lembro nada. Eu falei: ”Putz! Se eu tivesse morrido, eu não ia nem ter sabido! Daquela vida!”. Nada, assim, some “Fuuu!”. Desaparece. Ao mesmo tempo eu tenho essa sensação de que houve um momento em que houve uma escolha. Eu disse: “Não. Eu vou ficar”. Então você fala: “Como assim? Onde se processa? Talvez seja em você mesmo”. Muita coisa foi questionada, ao mesmo tempo eu disse: “Eu nunca fui uma pessoa religiosa”. Mas eu falo: “Putz, eu sempre... Eu não acreditei na morte não”. Eu não acreditava na morte eu acho. Porque o fato de ter vivido, e a sensação de solidão. Essa solidão era angustiante. Era uma sensação muita forte de solidão. Eu tinha uma solidão, em algum momento ali, que eu não sei...
Nome: Marlene
Memória: Eu acho que o centro me ajudou muito. Fiz um tratamento espiritual, já tive alta. (...) Passes, só passes. E estou estudando bastante a história de Jesus. (...) Lá a gente fala bastante sobre reforma íntima, que é você quem tem que procurar... Jesus falava que o tesouro dele não estava aqui na Terra. Você tem que colher coisas para seu espírito, para sua alma, porque a matéria, daqui a gente não leva nada. Então o que eu puder colher e fazer o bem, eu vou colher, vou crescer espiritualmente. Isso tem me feito muito bem, esse detalhe da reforma íntima.
Acho instigante. O engraçado, é que até os desacreditados, ao falarem da experiência de colocar um pézinho no céu, citam religiões ou Deus. Só o fato daquele parêntese - 'ah, nunca tive religião' - já diz muito sobre a fé, ou a falta dela. Não sei você, mas quando eu chegar no meu momento decisivo, acho que vou pensar muito no que tem do outro lado. Vou lamentar muitíssimo deixar esse mundo pra trás, e tudo que a vida pode me proporcionar e as pessoas que eu amo; mas, confesso que talvez eu fique excitada e curiosa pra saber o que tem naquela tal luz. E esse lado, está diretamente ligado à fé. Quem não gostaria de acreditar que ao bater as botas, vamos encontrar aquele parente querido que faleceu há alguns anos? Quem não gostaria de acreditar em algum Deus, para no exato momento de acontecer, parar de sentir medo e sentir conforto por saber que a morte não é um bicho-papão?
Essa fé provém não somente de um Deus. Essa fé é a nossa segurança.
A mente é perspicaz. Ela é um emaranhado de enigmas. E eu acredito fielmente que ela é capaz de mover qualquer sentimento - bom ou ruim -, podendo confortar o pior. Pra mim, a fé em Deus [insira aqui o Deus de sua crença] nada mais é do que a fé em si mesmo. O ser humano tem muitas dificuldades no decorrer de sua vida; e às vezes fica complicado ter forças pra pensar positivo, pra solucionar um problema, pra deixar as coisas leves. Pegue uma oração. Uma reza. Um mantra. São palavras ditas com força, com fé que alguém lá em cima vai transformar quem está aqui embaixo soltando a voz. E palavras na mente de uma pessoa tem um poder enorme. Eu creio. E essa força que acabamos pedindo à Deus [insira aqui o Deus de sua crença], acaba sendo a nossa própria força. É a nossa lavanca.
Então, independentemente de religiões, é saudável crer. Crer em algo maior do que nós mesmos. Se Deus existe ou não, eu não sei. Mas, quando chegar a minha hora, eu não quero questionar. Eu quero paz. Eu quero crença de uma continuação.
Solidão não.
27 de agosto de 2009
Nas minhas viagens diárias pelo mundo virtual, encontrei o Doutores da Alegria. Acredito que eu nem precise explicar o que seja, já que eles são bastante conhecidos pelo mundo inteiro. Mas, na própria definição do site: "Os Doutores da Alegria são palhaços que fazem de conta que são médicos para crianças que fazem de conta que acreditam." Porém, não estou aqui para falar deles, e sim dos doentes, não importa se foram atendidos pelos palhaços ou não. No site, existe uma parte de depoimentos de pacientes, divididos por temas. Eu fui direto no 'morte' - que relata a experiência daqueles que quaase foram para o outro lado - e 'religiosidades' - que conta como a religião ajudou no processo da doença e tratamento. Sempre achei esses dois tópicos estranhamente (ou obviamente? depende da mente) ligados. Depois de muito ler e pensar, separei esses dois para citar aqui:
Nome: Beatriz
Memória: Sempre existiu essa fantasia, quem entra em coma, volta, fala o que fez, a passagem toda, não sei o que, vê luz, encontrou não sei o quê. Eu não lembro nada. Eu falei: ”Putz! Se eu tivesse morrido, eu não ia nem ter sabido! Daquela vida!”. Nada, assim, some “Fuuu!”. Desaparece. Ao mesmo tempo eu tenho essa sensação de que houve um momento em que houve uma escolha. Eu disse: “Não. Eu vou ficar”. Então você fala: “Como assim? Onde se processa? Talvez seja em você mesmo”. Muita coisa foi questionada, ao mesmo tempo eu disse: “Eu nunca fui uma pessoa religiosa”. Mas eu falo: “Putz, eu sempre... Eu não acreditei na morte não”. Eu não acreditava na morte eu acho. Porque o fato de ter vivido, e a sensação de solidão. Essa solidão era angustiante. Era uma sensação muita forte de solidão. Eu tinha uma solidão, em algum momento ali, que eu não sei...
Nome: Marlene
Memória: Eu acho que o centro me ajudou muito. Fiz um tratamento espiritual, já tive alta. (...) Passes, só passes. E estou estudando bastante a história de Jesus. (...) Lá a gente fala bastante sobre reforma íntima, que é você quem tem que procurar... Jesus falava que o tesouro dele não estava aqui na Terra. Você tem que colher coisas para seu espírito, para sua alma, porque a matéria, daqui a gente não leva nada. Então o que eu puder colher e fazer o bem, eu vou colher, vou crescer espiritualmente. Isso tem me feito muito bem, esse detalhe da reforma íntima.
Acho instigante. O engraçado, é que até os desacreditados, ao falarem da experiência de colocar um pézinho no céu, citam religiões ou Deus. Só o fato daquele parêntese - 'ah, nunca tive religião' - já diz muito sobre a fé, ou a falta dela. Não sei você, mas quando eu chegar no meu momento decisivo, acho que vou pensar muito no que tem do outro lado. Vou lamentar muitíssimo deixar esse mundo pra trás, e tudo que a vida pode me proporcionar e as pessoas que eu amo; mas, confesso que talvez eu fique excitada e curiosa pra saber o que tem naquela tal luz. E esse lado, está diretamente ligado à fé. Quem não gostaria de acreditar que ao bater as botas, vamos encontrar aquele parente querido que faleceu há alguns anos? Quem não gostaria de acreditar em algum Deus, para no exato momento de acontecer, parar de sentir medo e sentir conforto por saber que a morte não é um bicho-papão?
Essa fé provém não somente de um Deus. Essa fé é a nossa segurança.
A mente é perspicaz. Ela é um emaranhado de enigmas. E eu acredito fielmente que ela é capaz de mover qualquer sentimento - bom ou ruim -, podendo confortar o pior. Pra mim, a fé em Deus [insira aqui o Deus de sua crença] nada mais é do que a fé em si mesmo. O ser humano tem muitas dificuldades no decorrer de sua vida; e às vezes fica complicado ter forças pra pensar positivo, pra solucionar um problema, pra deixar as coisas leves. Pegue uma oração. Uma reza. Um mantra. São palavras ditas com força, com fé que alguém lá em cima vai transformar quem está aqui embaixo soltando a voz. E palavras na mente de uma pessoa tem um poder enorme. Eu creio. E essa força que acabamos pedindo à Deus [insira aqui o Deus de sua crença], acaba sendo a nossa própria força. É a nossa lavanca.
Então, independentemente de religiões, é saudável crer. Crer em algo maior do que nós mesmos. Se Deus existe ou não, eu não sei. Mas, quando chegar a minha hora, eu não quero questionar. Eu quero paz. Eu quero crença de uma continuação.
Solidão não.
27 de agosto de 2009
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